CES apresenta projetos na Assembleia Panam Jupic

setembro 30, 2025

O Colégio Espírito Santo participou da Assembleia Panam de Educação e Jupic (Justiça, Paz e Integridade da Criação), promovida pelas Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS) de 25 a 29 de setembro, em Encarnación, no Paraguai. O encontro reuniu instituições de ensino SSpS localizadas na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Estados Unidos, México e Paraguai para debater o tema: “A casa comum clama por uma transformação integral”. O CES foi representado pela coordenadora pedagógica Sônia de Oliveira e pela professora Fabiana Boff, que apresentaram duas práticas socioambientais.

Um dos pontos centrais abordados foi a importância de cada País discutir os problemas ambientais para ajudar o planeta como um todo. “No congresso, fomos lembradas de que todos são chamados ao compromisso com o cuidado da casa comum e que temos o direito de ser livres de toda discriminação e da injustiça ambiental. Qualquer atitude humana afeta o ambiente em que vivemos. Por isso, temos que promover uma educação ambiental”, conta Fabiana.

A assembleia teve como fundamento a carta “Laudato si”, redigida pelo Papa Francisco, em 2015, como um apelo à responsabilidade coletiva na preservação do planeta. “Ela nos fala da importância de cuidar dos menos favorecidos, das mulheres e dos pobres. Sua proposta é de que possamos plantar árvores, evitar os plásticos, economizar água e energia e ter estilos de vida mais simples”, destaca a professora. Deste documento foram estabelecidos sete compromissos que devem ser colocados em prática:

  1. Escutar as gerações mais jovens.
  2. Colocar a pessoa como centro do processo educativo.
  3. Promover as mulheres.
  4. Responsabilizar as famílias.
  5. Renovar a economia e a política.
  6. Cuidar da nossa casa comum.
  7. Abrir-se para a acolhida.

Alinhado à proposta da assembleia de que “toda ação educativa provoca educação e conhecimento que permite ao jovem atuar no mundo”, o CES apresentou duas boas práticas (veja os vídeos abaixo). A primeira é o conjunto de ações da escola para manejo dos recursos hídricos e os projetos desenvolvidos no Ensino Fundamental relacionados à água. A segunda prática do CES foi a proposta da Mostra Teen deste ano de vincular os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ao tema “Fraternidade e Ecologia Integral”, da Campanha da Fraternidade, como referência para as pesquisas dos estudantes do Ensino Fundamental II.

Ainda no encontro foi trabalhado o pacto educativo global lançado em 2020. Desde então, o mundo inteiro está mobilizado para debater, mobilizar e integrar as políticas educativas e institucionais, considerando que “é preciso sair do nosso lugar e ir ao encontro do outro”. Neste sentido, afirmaram que o educador tem que pensar em novas metodologias, colocando o aluno como protagonista; que o estudante precisa ocupar seu lugar no mundo; e que o professor tem o poder de transformar o futuro, ajudando as crianças e os jovens a mudarem seus caminhos.

Uma percepção de todos os congressistas, tanto por parte dos representantes das instituições de ensino, quanto das comunidades religiosas, é a necessidade de fortalecer o trabalho em rede a fim de unir forças e dar visibilidade às ações realizadas. “Todas as escolas da América Latina e as Irmãs que atuam junto aos povos originários e às populações que vivem em situação de risco fazem grandes coisas. Todos têm o mesmo objetivo de trabalhar pela sustentabilidade do nosso planeta. O que falta é uma articulação interna, como Congregação e missão, para que as alternativas colocadas em prática abranjam mais pessoas”, comenta Sônia.

Confira as práticas socioambientais do CES apresentadas na Assembleia Panam Jupic 2025: