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Estudantes do Colégio Espírito Santo são premiados por projetos inovadores voltados à moradia e à sustentabilidade

Um caminhão comunitário para recolher e distribuir doações a famílias em situação de vulnerabilidade, um aplicativo para identificar áreas de risco e uma plataforma digital para denunciar problemas habitacionais estão entre os projetos premiados na Maratona de Inovação do Colégio Espírito Santo, em Canoas. A iniciativa reuniu 83 estudantes do 1º ano do Ensino Médio, organizados em 15 equipes, que foram desafiados a transformar problemas reais da sociedade em soluções criativas, utilizando tecnologia, programação e trabalho colaborativo. A premiação ocorreu em Setembro.

Denominado Hackathon Educacional (Hacka EDU 2026), o evento foi realizado entre os dias 16 e 18 de setembro, com o tema central “Fraternidade e Moradia”. Durante a maratona, os estudantes investigaram questões relacionadas à vulnerabilidade habitacional, ao saneamento básico, à prevenção de desastres naturais, ao acolhimento comunitário e ao urbanismo sustentável.

O grande vencedor foi o projeto Acolher, desenvolvido por uma equipe de cinco estudantes. A proposta consiste na criação de um caminhão comunitário móvel destinado ao recolhimento, à triagem e à distribuição de doações para famílias que enfrentam dificuldades habitacionais. O projeto conquistou o primeiro lugar geral da competição, alcançando a pontuação máxima de 300 pontos na avaliação final.

Além do campeão, outras três equipes receberam premiações especiais. O grupo Programa Lar Seguro conquistou o destaque em Design Thinking, com uma proposta de aplicativo para identificar áreas de risco e auxiliar famílias na busca por moradias mais seguras. A equipe Mentes Brilhantes foi premiada pela melhor apresentação oral, o chamado pitch, com uma plataforma que permite registrar problemas habitacionais e dar visibilidade às necessidades de comunidades vulneráveis. Já o Grupo 04 recebeu o prêmio de destaque em Protótipo, por desenvolver uma solução de engenharia voltada à melhoria estrutural de moradias.

Os vencedores foram anunciados em uma cerimônia virtual de premiação realizada no dia 24 de setembro. A competição contemplou o primeiro lugar geral e os destaques nas categorias Design Thinking, Protótipo e Pitch, com troféus e medalhas.

Tecnologia e criatividade 

Mais do que uma competição, a maratona proporcionou aos estudantes uma experiência prática de aprendizagem. As atividades começaram com oficinas e a identificação de problemas relacionados ao tema proposto. Na sequência, os grupos realizaram pesquisas, desenvolveram ideias, construíram protótipos físicos e digitais e prepararam apresentações para defender suas soluções.

Para colocar as propostas em prática, os alunos utilizaram Chromebooks, ferramentas de programação como Scratch, além de materiais disponibilizados pelo colégio para a construção dos protótipos. O uso orientado de ferramentas de inteligência artificial também integrou as atividades, permitindo que os estudantes explorassem diferentes recursos tecnológicos no desenvolvimento dos projetos.

Ao longo da programação, as equipes precisaram administrar o tempo, dividir responsabilidades, pesquisar informações, tomar decisões e encontrar alternativas para os desafios identificados. O processo estimulou habilidades como liderança, cooperação, comunicação, raciocínio lógico, criatividade e consciência social.

A etapa final ocorreu em 18 de setembro, quando os estudantes apresentaram seus projetos presencialmente a uma banca formada pelas avaliadoras Fabiana Boff e Fernanda Cardoso. As apresentações também foram transmitidas pela internet para que as famílias acompanhassem o trabalho desenvolvido pelos alunos. Entre os critérios considerados estavam a clareza das apresentações, a capacidade de argumentação, a organização das propostas e sua viabilidade.

A iniciativa reforçou a proposta pedagógica do Colégio Espírito Santo de aproximar o conhecimento adquirido em sala de aula dos desafios da sociedade. Ao estimular os estudantes a pesquisar problemas concretos e desenvolver soluções, a maratona demonstrou como a educação, aliada à tecnologia e à inovação, pode contribuir para a formação de jovens mais preparados para trabalhar em equipe, exercer o pensamento crítico e atuar de maneira responsável na comunidade.