Colégio ESPÍRITO SANTO

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30/11/2018


Super gêmeos, ativar!

Entre os mais de 2 mil estudantes do Colégio Espírito Santo em 2018, encontram-se 23 duplas de gêmeos. A supervisora da Educação Infantil do CES, Elen Zimmermann, explica muitos pais de gêmeos pedem para que eles estudem em turmas separadas para que desenvolvam sua autonomia e próprias amizades. "É uma forma da escola colaborar para o desenvolvimento da personalidade deles", comenta. Do total de gêmeos no colégio, apenas sete pares estão na mesma sala de aula, sendo três no Berçário, um na Educação Infantil, dois no Ensino Fundamental I e um no Ensino Médio.

As irmãs Júlia e Eduarda da Silva Moraes, 15 anos, estudam juntas desde as séries iniciais. “É bom para nos prepararmos para as provas. A gente se ajuda muito”, conta Júlia. Eduarda diz que aprendeu cedo a responder como se formam os gêmeos, mas só agora no Ensino Médio ficou sabendo em que momento exato que isso ocorre: “Foi novidade na aula de Biologia”.


Conteúdo de Biologia

Se alguns gêmeos são bem iguais, outros nem tanto. A explicação para isso faz parte do conteúdo do Ensino Médio, nas aulas de Biologia da professora Aline Beatrici.

Resumidamente, irmãos gêmeos são gerados em uma mesma gestação, que pode ser iniciada a partir de um único óvulo que se divide após ser fertilizado por um espermatozoide, ou nos casos de a mulher liberar mais de um óvulo e cada um ser fecundado por um espermatozoide. “A pergunta mais frequente dos alunos é uma curiosidade. Querem saber se uma mulher pode ter filhos gêmeos de pais diferentes? É raríssimo, mas não impossível”, diz a professora.

Os gêmeos similares são chamados de monozigóticos, ou univitelinos. Eles possuem o mesmo patrimônio genético, sendo considerados, portanto, idênticos. Esses gêmeos, obrigatoriamente, são do mesmo sexo. Já os gêmeos distintos são chamados de dizigóticos, bivitelinos ou fraternos, podendo ser de sexos diferentes.

Desejo de muitos

“Muita gente na minha turma queria ter um irmão gêmeo”, conta Vicenzo Vaccario. O motivo? “Trocar de lugar com o gêmeo nas atividades que eles não gostariam de fazer.” Embora não façam isso, o irmão Nicolas diz que é bom ter um irmão estudando no mesmo ano escolar: “É bom porque um ajuda o outro a estudar as matérias que tem mais dificuldade”.


Iguais no espelho

As irmãs Alana e Aline Pretto, 14 anos, dizem que a única coisa ruim de serem gêmeas é quando “os amigos ficam zoando, chamando uma pelo nome da outra, só para provocar”. Mas elas também já se valeram da similaridade para enganar os outros. “Uma vez, quando tínhamos seis anos, trocamos de turma e só perceberam quando a mãe veio nos buscar”, conta Aline.


Companhia

O período mais triste da vida da aluna Melissa de Almeida Ramos foi quando o irmão Benjamin precisou ficar hospitalizado e a rotina dos gêmeos mudou. “Senti muita saudade de brincar com ele”, contou. A explosão de alegria aconteceu no dia que os pais foram buscá-la na escola e ela viu o irmão no carro: “Fiquei muito feliz com essa surpresa”.


Amigos para a vida

Embora tenham suas próprias amizades nas turmas em que estudam e em outras atividades diferentes que cada um participa, os gêmeos Arthur e Victor Colling concordam que a companhia deles é algo que deve ser valorizado. “Sei que vou ter um amigo para a vida toda e que nunca vai me deixar na mão”, afirma Victor.


Roupas iguais

As irmãs Luiza e Isadora Andrade Ziemniczak fazem questão de se vestirem da mesma maneira. “Tudo o que compra para uma, tem que comprar igual para a outra. A maioria das roupas e acessórios são iguais”, garantem. Segundo as gêmeas, o único motivo para brigas entre as duas é quando uma não está a fim de brincar na mesma hora.


Diferenças

As gêmeas Bruna e Laura Ribeiro Geraldo, 9 anos, dizem que é a alimentação a maior diferença entre elas. “A Laura gosta de frutas, saladas e legumes. Eu prefiro pizza e sorvete”, diz Bruna. E nada de usar roupas combinando. “Não gosto de sair igual à minha irmã. Mudo de roupa se ela vestir algo parecido”, afirma Laura.


Gêmeos na escola, e agora?

Toda criança precisa socializar e criar bons vínculos afetivos. Este é um dos principais objetivos da escola. Em se tratando de gêmeos uma das principais preocupações das famílias de é se eles devem ser separados na escola, ou não. "É importante frisar às famílias a importância de, antes de realizar a matrícula, agendar uma vista com os gêmeos na escola escolhida. É essencial que a escola os conheça, realize atividades tanto juntos, quanto separadamente. Neste contato inicial com a escola já será salientado se os gêmeos devem ser matriculados na mesma turma ou não", diz a supervisora da Educação Infantil do CES, Elen Zimmermann.

Se, por alguma razão a escola considerar que as crianças gêmeas ou de múltiplos, sejam elas idênticas ou não, sejam separadas caberá à escola e à família ficarem atentas ao desenvolvimento das mesmas no decorrer do primeiro mês dando atenção e apoio necessário nesta etapa. "Na maioria dos casos, deve haver esta separação, pois é de extrema valia que cada um construa sua identidade, autonomia e vínculos sociais". Geralmente os gêmeos tem uma ligação forte, onde um tem poder de liderança sobre o outro. A família deve, primeiramente, após a decisão de separá-los ou não, ter confiança e segurança na escola escolhida para apoiá-la desenvolvimento integral dos pequenos.



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