Colégio ESPÍRITO SANTO

Canoas/RS

NOTÍCIAS

23/07/2019


Identidades conquista seu espaço no Festival Internacional de Hip Hop

O Identidades Grupo de Dança, do Colégio Espírito Santo, teve uma experiência inédita no dias 19, 20 e 21 de julho. Nove integrantes da categoria juvenil representaram Canoas na mostra não-competitiva do Festival Internacional de Hip Hop (FIH2), sendo um dos 100 grupos selecionados entre os 600 avaliados para esta 18ª edição. Considerado o maior festival de danças urbanas da América Latina e o terceiro maior evento de hip hop do mundo, o FIH2 reuniu 23 mil bailarinos em Curitiba.

O grupo canoense garantiu sua presença quando participou da seletiva realizada no Teatro Unisinos, em Porto Alegre, durante a Semana da Dança, em abril deste ano. “Esta foi a terceira vez que tentamos a vaga na seleção e a primeira vez que fomos escolhidos. Elas se apresentaram com muito empenho, gerando uma conquista batalhada e suada”, relembra a professora Ádria Paulino.

A coreografia classificada foi “Girl Power”, elaborada em 2018 pela professora Adriele Paulino, e que foi apresentada em Curitiba, na noite de 19 de julho, com os integrantes: Eduarda Spindler, Júlia Louzada, Luiza Soares, Melissa Federle, Sophia Grabowski Bogado, Alice Borges, Giulia Tonietto, Luísa Lemos Pacheco e Manuel Rodrigues. Além da emoção de se apresentarem no palco do Teatro Positivo, o maior do Sul do Brasil, eles ainda alcançaram outros 35 mil espectadores com transmissão simultânea do FIH2 no YouTube.


Uma nova oportunidade

A participação no FIH2 é considerada um marco para o Identidades Grupo de Dança, que iniciou sua história em 2006 no Colégio Espírito Santo. “Somos um grupo de dança escolar. Não somos uma academia de dança, ou escola profissionalizante de dança. Por isso, participar do festival foi uma oportunidade para os alunos vivenciarem uma outra dinâmica e estrutura de dança e verem que há possibilidades além do que já vivem, com nível de dificuldade e de comprometimento maiores”, avalia a professora Ádria Paulino.

Para Melissa Federle, 17 anos, que entrou no Identidades em 2012, a dança sempre foi algo que mexeu muito com ela: “Eu amo dançar em qualquer lugar, tanto no ginásio do Colégio Espírito Santo, quanto em um festival imenso. Poder mostrar minha arte para as pessoas não tem preço. Todos esses meus oito anos de dança nesse grupo me mostraram que você pode crescer e muito”. E esse sentimento de Melissa ganhou ainda mais força após o FIH2. “Fomos atrás desse sonho e conseguimos. Isso é espetacular, um progresso incrível conquistado em grupo. Esse foi o melhor festival da minha vida e tenho certeza de que essa não foi a última vez que iremos para lá”.


Aprendizado na bagagem

Nos três dias do evento em Curitiba, os jovens do Identidades participaram de workshops com coreógrafos que são referências nacionais e mundiais do hip hop e interagiram com bailarinos de outros países e estados brasileiros. “Ouvimos sotaques diferentes, idiomas diferentes, movimentos diferentes e o mais incrível é que essas diferenças nos uniam num mesmo propósito: dançar”, comentaram em uma publicação no perfil do grupo no Instagram.

De acordo com a professora Ádria Paulino, todos retornaram para Canoas com uma bagagem imensa de aprendizado. “Ficamos fascinados por conhecer gente de todo o país e do exterior. Foi muita integração e troca de energia que fortaleceram a autoestima do nosso grupo. Eles conseguiram sentir o que é a dança de verdade, que vai muito além de competir e de querer ser melhor do que outro. Aprenderam que olhar e admirar o outro traz crescimento para também chegar lá”, afirma a professora.

Para Manuel Rodrigues, 15 anos, que iniciou no Identidades em 2019, o impacto foi ainda maior. “Foi uma experiência única, surreal. Esta foi minha primeira apresentação da vida já no maior festival da América Latina. Com certeza, esses foram os melhores dias da minha vida e eu só tenho a agradecer as minhas professoras, colegas de dança e ao colégio que me proporcionaram todas essas coisas boas. Com certeza vai ficar na minha memória para sempre!”


“Festival das lendas”

Esta 18ª edição do FIH2 ficou conhecida, entre os participantes, como o “festival das lendas”, porque trouxe ao Brasil dois ícones do hip hop: Boogaloo Sam, um dos idealizadores do estilo popping, e Shabba Doo, um dos criadores do locking. “Foi muito emocionante ter aula e ouvir esses dois grandes mestres da dança que fizeram parte do surgimento do hip hop. Hoje as danças urbanas têm uma gama de variações muito grande, mas, originalmente, começou com o popping, o locking e o breaking”, diz a professora Ádria Paulino.

Ela conta que o hip hop surgiu como movimento de rua na década de 1960 a partir de um coletivo negro norte-americano que buscou fortalecer a cultura negra para garantir direitos por meio da arte urbana, incluindo a dança, o grafite, os MCs e outras vertentes artísticas daquela época. “Eles falaram que tudo aconteceu de forma muito natural. Eles dançavam em festas nos subúrbios de Nova Iorque e depois passaram a se apresentar no programa de televisão Soul Train, dedicado à cultura negra na década de 1970. O Shabba Doo disse que não tinham consciência de que estavam criando um estilo de dança que iria se globalizar desta forma. Por isso, ele agradeceu a oportunidade de o festival ajudar a manter viva toda uma história de superação”, conta Ádria.

O festival também contou com outros nomes importantes do hip hop, como a coreógrafa brasileira Raquel Cabaneco, a dançarina norte-americana de popping Angyl e o dançarino alemão Storm. “Os organizadores do FIH2 querem levar o hip hop para outro patamar, dando visibilidade e importância para esta dança que, às vezes, é muito recriminada em relação às danças eruditas, como o balé clássico”, explica Ádria.

Dança como objeto de estudo

A participação do Identidades Grupo de Dança também agregou outro tipo de conhecimento. É que a professora Adriele Paulino aproveitou o festival para conversar com Octávio Nassur, produtor e idealizador do FIH2, a fim de desenvolver sua pesquisa de mestrado no programa de pós-graduação em Artes Cênicas da UFRGS, na qual analisa a trajetória de Nassur e seus processos de composição coreográfica em danças urbanas no contexto de América Latina.



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